O tic-tac que ficou cá dentro ⏱️
Depois de tudo o que vivi, há uma coisa que mudou em mim e que nem sempre sei explicar…
Sinto, muitas vezes, como se tivesse um pequeno “tic-tac” dentro da minha cabeça ⏳
Uma urgência silenciosa de aproveitar a vida, de não adiar, de não deixar para depois os bons momentos. Como se o tempo tivesse ganho outro peso.
Não é medo constante, mas é uma consciência diferente. Mais presente, mais real.
Hoje sinto uma necessidade quase física de viver os momentos bons com intensidade ✨ De estar presente. De sorrir mais. De abraçar mais 🤗 De dizer mais vezes “sim”.
Como se, de alguma forma, tivesse aprendido que nada é garantido 🌾
E isso tem coisas boas… e outras mais difíceis.
Porque, por um lado, aprendi a valorizar mais as coisas simples: um passeio, um dia bom, uma conversa tranquila, os meus pés dentro da água do mar 👣 🌊
Mas, por outro, às vezes sinto que não consigo simplesmente “desligar”…
Com tantas consultas marcadas 🗓️, a medicação 💊, as sessões com a fisioterapeuta 🩹 e o medo de uma recidiva ainda a pairar no ar ☁️, percebo que ainda não consigo voltar a ser quem eu era.
É como se o corpo tivesse parado num tempo… mas a cabeça continuasse a lembrar-me de tudo o que passei.
No meio disto tudo, vou tentando encontrar o meu equilíbrio ⚖️
Sem pressa 🌱
Sem exigência.
A aprender a viver este “depois” 🕊️
A aproveitar… mas também a descansar.
A sorrir… mas também a respeitar o que ainda dói.
Um dia de cada vez 🤍
Bom fim de semana para todos ☀️ Força, fé e coragem para quem continua a lutar 🙏💪
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