Entre o que perdi… e o que descobri 💫
Há uma frase que muitas pessoas que tiveram cancro dizem:
“Nunca mais fui a pessoa que era.”
Para mim, é verdade.
Já não sou a mulher que não sabia o que era viver com dor 💔 e que nunca tinha medo dos resultados de um exame.
Já não sou aquela que tomava um comprimido sem pensar no fígado, nos rins, nos efeitos a longo prazo 💊
Já não sou a mulher despreocupada que vivia simplesmente a sua vida, dia após dia.
Antes da doença, acreditava que ia viver como a minha avó, como a minha mãe, para lá dos 80. O futuro parecia um dado adquirido, como se a genética fosse mais forte 🌿
Hoje, perdi a sensação de que o futuro é garantido, mas ganhei a consciência de que o tempo é precioso ⏳
Perdi alguma leveza, mas ganhei vigilância.
Perdi alguma espontaneidade, mas ganhei consciência.
Perdi a ilusão de invencibilidade, mas ganhei a noção real do que é fragilidade.
O cancro mudou-me.
Os tratamentos mudaram-me.
Os comprimidos diários lembram-me que a história ainda está a ser escrita 📖
Mas também há coisas que não mudaram.
Continuo a querer celebrar a vida ✨
Continuo a querer aproveitar todas as migalhas de alegria que posso encontrar no meu caminho 🌸
Continuo a querer partilhar momentos com as pessoas que amo ❤️
Talvez eu nunca volte a ser a pessoa que era… e não faz mal.
Carrego esta cicatriz no peito.
Carrego um braço e uma mão que não respondem como eu gostaria.
Mas sou uma sortuda, porque já não carrego o cancro no meu corpo 🌷
Tenho fé, força e coragem e sei que dias melhores virão 💫
Nós, mulheres que passámos por esta experiência terrível que é de viver com o cancro, talvez nunca voltemos a ser quem éramos. Mas não queremos ser definidas apenas pelo que a doença nos tirou.
Somos mais do que isso. Somos a soma do que perdemos… e da força que descobrimos 💪
E isso já é uma forma de vitória 🤍
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