Um novo capítulo na gestão da dor ✨
Tive finalmente a consulta de gestão da dor.
Saí de lá com uma nova prescrição. O nono medicamento diário. Um opioide 🫣
Nunca imaginei chegar aqui. Sempre disse que não queria tomar nada “mais forte” para as dores neuropáticas. Sempre tentei aguentar, gerir, respirar fundo e continuar.
Mas chega um momento em que resistir deixa de ser força e passa a ser sofrimento. Eu já não suportava viver com tanta dor 🥹
A dose é muito baixa, apenas um comprimido por dia 💊 E, mesmo assim, na farmácia, tive de apresentar o cartão de cidadão.
Naquele instante senti o peso da palavra “opioide”. O receio. O preconceito silencioso que ainda existe à volta destes medicamentos.
Fala-se muito do risco de dependência, dos rótulos, do julgamento. Mas fala-se pouco do que é viver com dor todos os dias.
Da exaustão.
Da perda de qualidade de vida.
Do esforço constante para parecer “normal” 😔
Felizmente, este medicamento tem ajudado no controlo da dor 🙏 Ainda estou numa fase de adaptação, a observar o corpo e a escutar os sinais.
A ideia é que, com esta ajuda, consiga reduzir a gabapentina que tomo quatro vezes por dia. Pois, essa medicação deixa-me com o cérebro no nevoeiro, dificuldades de concentração e de raciocínio. Uma sensação constante de não estar totalmente presente.
E eu quero estar presente.
Quero pensar com clareza.
Quero voltar a reconhecer-me.
Não é fácil aceitar que o corpo precisa de tanto apoio. Mas preciso de confiar nos médicos e aceitar ajuda quando não consigo sozinha 🤷♀️
Um dia de cada vez. Com menos dor, se for possível 🙏
Se alguém estiver a passar pelo mesmo, obrigada por partilhar um pouco da sua história comigo, nos comentários ou por mensagem privada 🤍
Boa semana para todos, com muita saúde.
Força e coragem para quem continua na luta 💪🙏🫂
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