11/01/2026 Voltar à lista

Fim de ano: onde a dor aprende a agradecer ✨

No dia 29/12/2025 fechei o ano com uma consulta, no lugar onde tudo começou há vários meses: o gabinete da médica que me operou 🩺. Ela confirmou que estava tudo bem com os exames. O fígado “gordo” ficou esquecido, e talvez isso diga tudo sobre o que realmente importa quando se atravessa um ano como este 🫣

Guardava ainda uma pergunta no peito e resolvi deixá-la sair: porque é que me tiraram oito gânglios linfáticos e não apenas o gânglio sentinela? A médica explicou-me que, durante a cirurgia, um aparelho aponta o caminho, identifica os gânglios que recebem a drenagem da mama onde vivia o tumor. São esses que são retirados. Mas não há máquina que diga se trazem consigo células doentes. Isso só o tempo e a análise revelam.

E o tempo falou. Mesmo vivendo diariamente com dores neuropáticas, lembro-me do essencial: tudo voltou negativo 🙏✨. As margens, os gânglios, nada ficou para trás. Uma vitória imensa.

O novo ano já vem marcado no calendário 📅: oncologia em março, cirurgia mamária em junho de 2026. Continuo à espera da consulta de gestão da dor. Vou insistindo, porque preciso de saber se existe algum tratamento que possa aliviar, ou quem sabe silenciar as dores e os choques elétricos que ainda habitam o meu corpo.

A radioterapia deixou alguns sinais. Com o ritual diário da aplicação do creme, a pele já não arde, já não grita em vermelho, mas guarda memórias na cor: a mama irradiada permanece mais escura, como uma sombra suave de tudo o que foi atravessado.

E há o braço. Sempre o braço. Tal como piorou com a quimioterapia, também piorou com a radioterapia 😔 Acordo com dores e adormeço com dores, todos os dias, como se o corpo nunca esquecesse o que atravessou. Consigo levantá-lo, mas já não se abandona à cabeça como antes. Lembra-me, a cada manhã e a cada noite, que cada passo em frente tem um preço. A partir do dia 12/01, volto à fisioterapia, várias vezes por semana, com fé nas mãos que ajudam e no corpo que tenta reaprender 💪✨

Pergunto-me, em silêncio, se um dia viverei sem dor e sem tanta medicação. Quero acreditar que sim 🙏

Entre dores, cremes, tratamentos, consultas, exercícios e cansaço, aprendi a valorizar cada pequeno gesto de cuidado comigo mesma 🌱💖

Sigo em frente, com gratidão no peito, paciência nos gestos e esperança nos olhos. Porque mesmo quando o caminho é difícil, existem sempre sinais de luz que nos lembram de continuar a caminhar 🌟🤍

Obrigada por estarem desse lado 🙏🩷

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