A véspera da minha primeira cirurgia 🏥
Domingo, 1 de junho às 18 horas tinha de estar no hospital das Caldas da Rainha. À hora combinada, lá estava eu, com o meu marido ao meu lado.
Fomos recebidos por um segurança. Expliquei-lhe que ia ser operada no dia seguinte e que me aguardavam no serviço de cirurgia. Ele não tinha essa indicação, mas telefonou para confirmar. Minutos depois, disse-me que podia subir.
Fomos juntos até uma sala de espera. Sentámo-nos. Em silêncio. A ansiedade já morava no meu peito 😔
Veio uma enfermeira. Quando a vi, soube que era o momento. Despedi-me do meu marido com um nó no estômago ❤️
Entrei no serviço de cirurgia. Levaram-me para um quarto com duas camas. Estava só.
A enfermeira veio medir a tensão arterial. 140 de sistólica e 99 pulsações. Eu, que costumo ter sempre tudo dentro dos valores normais. Era o corpo a gritar o que a alma já sentia: medo, ansiedade, incerteza 🥹
Vesti a camisa de dormir do hospital. Para me distrair, comecei a trocar mensagens com familiares e amigos. Até enviei algumas fotografias. Sabia bem sentir o carinho do outro lado do telemóvel.
Perguntaram-me se queria ver televisão. Disse que sim. Qualquer distração era bem-vinda naquela noite 😊
O jantar chegou e consegui comer. Depois deram-me uma injeção de enoxaparina na barriga, para prevenir o risco de trombose. Mal sabia eu que, depois de regressar a casa, ainda teria de continuar com aquelas injeções durante mais 10 dias.
Pediram-me para tomar um duche e lavar-me com um produto desinfetante, próprio para o pré-operatório. Fiz tudo com o cuidado possível, como se cada gesto me ajudasse a preparar.
Curiosamente, nessa noite, consegui dormir relativamente bem. Talvez porque, no fundo, sabia que não havia volta a dar. A cirurgia era inevitável. Era o caminho para continuar a viver 🙌
Aos 54 anos, esta era a minha primeira operação e logo para tratar um cancro da mama 🤷🏻♀
Obrigada por estarem desse lado 🙏❤️
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