Ressonância magnética: 33 minutos difíceis 🩻
No dia 15 de maio, tinha marcada uma ressonância magnética mamária na Affidea de Santarém, a 73 km de casa. Como o exame foi pedido com urgência pelo Hospital de Caldas da Rainha, era o único local com vaga antes da consulta de dia 19.
Estava ansiosa. Sofro de alguma claustrofobia e nunca tinha feito uma ressonância. Mas sabia que este exame era fundamental para dar o passo seguinte no tratamento.
Cheguei ao centro de radiologia e, após os procedimentos habituais, fui rapidamente chamada. Deitada numa maca, inseriram-me um cateter a meio do braço.
Despida, com exceção das meias e da cueca, vesti uma bata aberta à frente. Quando me chamaram para a sala de exame, deitei-me de barriga para baixo, com as mamas encaixadas nos orifícios da maca. Quando me puxaram os braços para a frente, posição necessária para o exame, senti uma dor aguda debaixo da mama esquerda, na zona das costelas 😞
O rosto ficou pousado num suporte com alguma luz. Na mão direita colocaram-me uma peça de borracha, um botão de emergência que só deveria apertar em caso de urgência, pois o exame seria interrompido.
Uma das técnicas colocou-me uns auscultadores e explicou que me avisariam quando fosse injetado o contraste, embora provavelmente eu não sentisse nada. Disse também que o exame duraria 33 minutos ⏱️
A maca começou a deslocar-se para dentro do túnel. A partir daí, a experiência tornou-se difícil: os ruídos eram muito fortes, metálicos, e mudavam frequentemente. Um deles parecia mesmo um martelo a bater insistentemente em metal.
Tinham-me sugerido pensar em algo agradável, mas com aqueles sons ensurdecedores era impossível relaxar. Concentrei-me apenas na respiração: inspirar, expirar, contar mentalmente. Repeti este ciclo durante os 33 minutos, que pareceram uma eternidade. Só pensava nestas palavras: “Aguenta. Tu estás bem. É só um exame. Não apertes a peça de borracha. Está quase.”
Durante o exame, comecei a sentir muito calor. Transpirei imenso. Não sei se era do nervosismo, do contraste, ou por estar na pré-menopausa, talvez uma combinação de tudo.
Quando me avisaram que iam injetar o contraste, senti o líquido a entrar. Faltavam cerca de cinco minutos. Pouco depois, a maca recuou e uma voz perguntou se estava tudo bem. Senti dificuldade em levantar-me, não só pela tensão emocional, mas também pela dor debaixo do peito, que se tinha agravado com a posição.
Foi um exame exigente mas saí dali com a sensação de missão cumprida 🙌
Mais um passo importante.
Mais um obstáculo superado no caminho para a cura.
Obrigada por estarem desse lado 🙏❤️
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Comentários
Número de comentários: 1
Susana silva
Naõ imagino o que estás a passar neste momento ,mas sei que vais dar à volta por cima ,já te conheco à muitos anos ,és uma lutadora guerre e determinada ,uma boa pessoa ,uma grande amiga e sobretudo uma mãe marabilhosa .Nao te deixes ir a baixo ,sei que é uma étape muito dolorosa mas luta como sempre fizestes até hoje ,vais vencer isso tudo ❤️
01/06/2025 às 06 h 49-
Susana
Obrigada querida Susana 🙏
08/06/2025 às 20 h 09
Muito obrigada pelo teu apoio ❤️🩹
Beijinhos grandes 😘😘Resposta ao comentário de Susana silva