05/05/2025 Voltar à lista

Consulta de diagnóstico 👩‍⚕️

No dia 5 de maio de 2025, voltei ao Hospital das Caldas da Rainha para mais uma consulta de cirurgia da mama.

A médica estava atrasada e aquela espera pareceu-me uma eternidade. O coração apertava-se no peito. Era hoje. Hoje eu ia saber, confirmar aquilo que já pressentia há algum tempo: se tinha, ou não, cancro da mama 🥹

Mas, na verdade, não era só isso que me inquietava. Não queria apenas saber se o nódulo era benigno ou maligno. Queria respostas mais profundas. Queria saber se o cancro era agressivo, se era HER2 positivo ou negativo, qual a taxa de proliferação. Sabia que esses detalhes iriam ditar o que viria a seguir, o plano de tratamento, os dias difíceis, as batalhas a travar.

Quando finalmente entrei no gabinete, a médica recebeu-me com um sorriso calmo e perguntou como me sentia. Estava concentrada nos relatórios, a rever todos os resultados dos meus exames. Disse-me que as análises estavam boas, o que, por breves instantes, me deu algum alento e que já tinha o resultado da biópsia.

Fez alguns apontamentos, manteve-se em silêncio por instantes, e depois levantou os olhos para mim. Disse com serenidade que o nódulo era pequenino mas era maligno.

Não chorei. Não me surpreendi. No fundo, já sabia.

Com cuidado e empatia, explicou-me o que viria a seguir: uma cirurgia conservadora para remover o tumor, seguida de um mês de radioterapia, e cinco anos de tratamento hormonal. O meu cancro era positivo ao estrogénio, ou seja, hormono-sensível.

Não era a notícia que eu queria mas talvez fosse a melhor versão possível dentro do que temia. Saí dali com medo, sim, mas também com uma certa paz: agora sabia com o que estava a lidar. E isso, de alguma forma, dá força para continuar 🙏💪

Agora, ainda me faltava dar esta má notícia às pessoas que amo. Ao telefone, comecei por dizer: - Eu não vou morrer…

Obrigada por estarem desse lado 🙏❤️

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