A marcação da biópsia: burocracias, frustrações e determinação 😌
Alguns dias depois da consulta, enviei um e-mail ao Hospital das Caldas da Rainha, pedindo que me avisassem quando enviassem o pedido de biópsia para o Hospital de Santa Maria, o que, felizmente, fizeram.
Contactei então o serviço de Imagiologia em Lisboa. A resposta foi desanimadora: disseram-me que, no momento, não havia vagas disponíveis 😮
Como é possível não haver vagas para um exame tão importante num caso de cancro da mama?
Continuei a insistir por e-mail. Como não obtinha resposta, acabei por telefonar. Conseguiram, então, marcar a biópsia com agulha grossa para o dia 1 de abril.
No entanto, na véspera, ligaram-me a dizer que não encontravam o pedido do hospital e que não valia a pena ir 🫣
Tentei insistir, disse que ia pedir ao hospital das Caldas da Rainha para lhes enviarem novamente o documento por e-mail, mas não houve nada a fazer.
A meu pedido, o hospital das Caldas da Rainha reenviou o documento por e-mail, diretamente para o serviço de Imagiologia.
No dia seguinte, recebi finalmente a confirmação: a biópsia estava marcada para o dia 4 de abril, às 10h.
Comecei então a preparar-me: comprei duas bolsas de frio instantâneas, coloquei dois comprimidos de paracetamol 1000 mg na mala, e escolhi um soutien sem armação, confortável e não apertado.
Decidi que, já que tinha de ir a Lisboa, não queria que o dia fosse apenas sobre uma doença (ainda) hipotética.
Queria almoçar fora, passear um pouco pelas ruas da cidade, viver o dia com alguma leveza, apesar da ansiedade.
Afinal, era o meu corpo que estava em causa, e também a minha maneira de estar na vida.
Obrigada por estarem desse lado 🙏❤️
Adicione um comentário
Comentários
Número de comentários: 0