Primeira consulta de cirurgia da mama: perguntas, exames e esperança 👩⚕️
Quando cheguei ao hospital, dirigi-me à pessoa que distribuía as senhas. Assim que percebeu que eu ali estava para uma consulta de cirurgia da mama, olhou-me com uma empatia que me tocou.
Era a minha primeira vez naquele hospital. Depois de tratar dos trâmites administrativos no balcão, o senhor das senhas acompanhou-me, a mim e a outra senhora, até ao serviço de cardiologia, onde íamos ser atendidas, naquele dia, não havia sala disponível no serviço de cirurgia.
Ao despedir-se, desejou-nos boa sorte e que tudo corresse bem. Palavras simples, mas ditas com sinceridade.
Enquanto esperávamos, observei a outra senhora. Viera acompanhada pelo marido e tinha dois filhos pequenos. Lembro-me de ter pensado:
“Que não seja nada de grave, os filhos ainda precisam tanto dela.” 😢
No meu caso era diferente. Os meus filhos já são adultos, autónomos ❤️ Mas o medo, esse, é igual.
Quando chegou a minha vez, entrei no consultório. A médica era jovem. Pensei:
“Pelo menos, ainda tem tudo fresco na cabeça.”
A consulta foi longa e detalhada. Perguntou-me muito sobre o meu historial pessoal e familiar. E esse historial não é leve.
Do lado materno, há uma tia com cancro do intestino, e Alzheimer na família.
Do lado paterno, uma tia com cancro da mama ainda jovem, duas primas que também enfrentaram a doença, uma delas morreu aos 40 anos. A outra, felizmente, sobreviveu.
O meu pai teve cancro do estômago em jovem e, no fim da vida, mieloma múltiplo. E o Parkinson também está presente neste lado da família.
Depois da conversa, a médica examinou-me com cuidado: apalpou as mamas e as axilas, com atenção e firmeza.
No final, disse-me que iria pedir uma biópsia.
Outro passo dado. Outro dia em que voltei para casa com o coração apertado mas com mais uma peça no puzzle.
Obrigada por estarem desse lado 🙏❤️
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